quinta-feira, março 22, 2007

Ventos

Que um dia sopre em meus ouvidos o murmurar da velha canção e que traga logo de volta toda essa sua alegria e acorde a minha fantasia que fará adormecer aquela nostalgia.Que um dia este mesmo vento leve pra bem longe as coisas ruins das quais me judia e que a velha canção faça todos caminhar na mesma direção em prol da fuga da desilusão.


Forças


Que a força do amor que sinto por você seja maior que o ódio que sinto de mim mesmo, que a lembrança que tenho de ti seja melhor que a lembrança que tenho da vida passada de nós dois, que a desventurosa obra ávida da terra inclini-se para o vão da passagem amarga e paralise o tempo enlouquecido com o vil metal da cobaia humana.

Solidão


Derrepentemente me sinto tão só
Inesperadamente o mundo me deixa só
Inexplicavelmente eu fico só,
Sozinho no mundo de ninguém
Aflito e perdido, procurando uma saída neste vasto e curioso labirinto.
Grito, choro e dou um riso, mas ainda continuo tão só.
Ando vagamente sem pensar que tenho mente.
Caio, levanto, assusto e bato com a cara no muro.Onde será que eu estou? Devo ainda está escondido ou perdido? Onde ninguém pode me achar e me buscar! Pelo menos eu ainda vivo...


Imbecil


Letras, palavras e frases descompostas, confusas e obscuras,
Ninguém pode entender,
Ninguém quer ler, ler pra que? Pois são coisas idiotas, sem cabeça e pés,
totalmente descomunal infernal ou boçal.Tudo isso e muito mais, tudo isso e muito menos,
ameno,
terreno,
nostálgico,
plagio e otário, pois quem escreve é o ordinário.
qualquer um,
qualquer dois,
qualquer nada.



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